ventos 5Vela, mergulho, trilha? Um conhecimento básico do clima é essencial. Vamos explicar a formação dos principais ventos.

 

 

formaçãos dos ventos

Aqui temos dois pontos na superfície terrestre com diferentes quantidades de radiação solar representadas pelas setas superiores. O ar do lado que recebe mais sol se aquece e expande, gerando uma zona de baixa pressão. O ar do lado que recebe menos sol está mais frio e denso, mais pesado, gerando uma zona de alta pressão. Essa ar tende a descer e ocupar o espaço do ar quente da área de baixa pressão, que sobe. O resultado é um vento de superfície que sopra, sempre, da zona de alta pressão para a zona de baixa pressão.    

 

 

 ventos 2

Vamos aplicar esse raciocínio à superfície da Terra. Vamos pensar no hemisfério norte. A zona equatorial recebe duas vezes mais radiação solar que a zona polar. Então surge uma zona de alta pressão no pólo e uma zona de baixa pressão no equador. O ar frio então desceria, gerando um vento superficial que iria do polo ao equador. O ar quente subiria, gerando um vento superior que retornaria ao polo, gerando um único ciclo, ou célula.

 

 

 

ventos 3Mas, na realidade, acontece um pequeno complicador. Quando o ar gelado sai do polo ele começa a se aquecer e quando chega na altura da latitude 60 (no hemisfério norte, próximo da divisa entre Canadá e Estados Unidos) ele começa a subir! Da mesma maneira o ar quente que subiu do equador e deveria ir “por cima” como um vento superior, a partir da latitude 30 (no hemisfério norte, na altura do México), começa a esfriar e descer! Como resultado, no meio do caminho esses ventos praticamente trocam de lugar e o resultado então é a inversão do sentido do vento superficial, que ao invés de ir  do polo para o equador vai do equador para o pólo! Então, no lugar de uma única célula, formam-se três!

 

 

 ventos 4Um observador que estivesse fora do planeta, então, veria um vento descendo do polo norte ao paralelo 60, um vento subindo, do paralelo 30 ao 60 e outro vento descendo, do paralelo 30 ao equador.

Aí surge nosso segundo complicador. A rotação da terra. Imagine outro observador, mas dessa vez na superfície da Terra. Ele está no ponto A. Por causa da rotação, ele está indo, sem perceber, para o ponto B. O que aconteceria se ele visse um objeto sendo carregado pelo vento que desce do paralelo 30 ao equador, ou seja, do ponto C ao D? Ele veria o objeto descendo rumo ao equador mas também se aproximando dele! Ou seja, para ele, o vento resultante está vindo na diagonal! Essa “mágica”, em física, se chama Força de Coriolis.

 

 ventos 5O resultado final, nos dois hemisférios, é o mostrado abaixo: temos, acima e abaixo do equador, um vento constante que sopra sempre no sentido de leste para oeste. São os chamados ventos alíseos. Afastando-se do equador, 30 graus ao norte ou 30 graus ao sul, os ventos mudam de direção, sendo chamados de ventos de oeste. Nas regiões polares, acima dos 60 graus, os ventos polares volta a soprar no sentido leste para oeste.

Gostou? Esse é o primeiro de uma série de artigos sobre clima, dentro da categoria de Ecociências. Tudo aquilo que você precisa saber para planejar suas aventuras,

Bem-vindos à Associação Desafio!